sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Meu Talento...



Algumas pessoas têm dons especiais. Algo que é totalmente inato. Já outras pessoas, apesar de não nascerem com determinados dons, vão aprimorando-se em determinadas áreas com o passar dos anos.
Muitos são bons nas áreas ligadas as artes, outros têm habilidades descomunais com coisas manuais.
Uns escrevem coisas lindas ou nascem com um dom para cuidar de pessoas.
Comigo não é bem assim. Não sei cozinhar, não sei desenhar, não sei nem amar, e cada dia eu tenho a comprovação de ter nascido sem dom algum.
Mas eu tenho um talento especial. Algo que é meu, só meu.
Não, eu não tenho orgulho desse talento que vem se tornando uma característica minha.
Praticamente uma descrição: Fabrízia, a menina com talento para enganos...
Sim, esse é meu talento! Não sei como, quando, onde ele surgiu. Só sei que o possuo.
Um dia me dei conta que eu era boa nisso. Boa não, eu sou ótima em enganos!
Confundo colegas com amigos de infância; chapeuzinho com lobo mau; gordas com grávidas, cantadas com juras de amor; sapos com príncipes e segue uma lista de enganos catastróficos.
Amigos, família, namorados, peguetes... Tudo! Tudo me prova diariamente o quanto que meu talento é surpreendente e talvez infinito.
Sou esquisita e ímpar. Não por me achar única/ exclusiva, mas por acreditar na não existência de um par pra mim...
Ou seria apenas mais um engano?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Toneladas de ilusão!


Percebo que não possuo espaço para guardar mais nada. Todas as gavetas estão completamente abarrotadas.
Já não existe lugar para coleções de lembranças vazias ou recordações inúteis. Mas como esquecê-las, se estão todas ao alcance de minhas mãos?
Como organizar toda bagunça se para qualquer lado que eu olhe os vestígios me perseguem?
Preciso aceitar que necessito de ajuda, que sozinha não conseguirei.
Preciso de abraços apertados, beijos longos e palavras doces. Quero dormir sem o receio de acordar sozinha. Preciso voltar a acreditar que posso confiar em alguém.
Tranquei-me num quarto escuro, dentro de mim, me refugiei de toda e qualquer ilusão, ergui uma muralha de proteção com toda a dor sofrida.
O medo passou a ser meu fiel escudeiro.
Medo de perder. Medo de me perder e nunca mais conseguir encontrar o caminho de volta.
Resta-me, agora, desfazer de todo lixo armazenado, abrir espaço para o novo e começar a colocar o coração em ordem...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Tempo relativo...


E eu que tanto quis o futuro imediato,
hoje, ao seu lado, desejo apenas que o tempo não passe.

Verbalizando emoções...


Brinquei,
Ri, gargalhei.
Fiz poesias, me tornei prosa.
Te fiz feliz, me fiz feliz.
Chorei, magoei,
fui magoada.
Experimentei,
enjoei, reconsiderei.
E no meio de tanta confusão,
o que mais me surpreendeu,
foi de fato
Amar-te.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um ano novo começa...


A vida tem me mostrado o quanto sou um poço de nostalgia.
Vivo revivendo, relembrando, retomando, reconstruindo, reorganizando...
Enfim, são rés que não findam nunca.
Confesso que não é uma característica que sinto orgulho. Pelo contrário,
certas recordações trazem consigo dores insuportáveis, mas tenho aprendido
a valorizar os aspectos positivos de toda experiência vivida. Mesmo aquela
que me proporcionou mais lágrimas que risos.
E esse ano começou, para mim, sem grande balbúrdia.
Não fiz listinha de desejos, metas, planos ou objetivos a serem alcançados.
A verdade é que esse ano quero fazer tudo diferente dos anteriores.
Começando pela minha inquietude, impaciência, insensatez...
Me desprendi de sentimentos mortos e abri um espaço no meu
peito para novas e encantadoras emoções.
E de alguma maneira isso faz com que eu me sinta renovada.
Esse ano eu desejo apenas viver um dia de cada vez.
Esse ano eu quero apenas (Re)começar!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Crime passional!!


E mesmo em vida você vai morrendo de tantas formas
que, de repente, a vida acaba e ninguém se dá conta.
E a morte que mais me assusta é morrer dentro de alguém.
Principalmente se esse alguém ainda pulsa dentro de mim...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pés cansados...


Ultimamente ando contando os passos, 
por/com medo de me perder
em caminhos incertos.
Se lá na frente algo me distrair ao menos 
saberei como retornar...


*Título de uma música do novo CD da Sandy, Manuscritos.

Constatação!

Deve ser o silêncio da noite que nos permite ouvir melhor nossos sentimentos, e, as vezes, ele grita.