domingo, 23 de janeiro de 2011

Tempo relativo...


E eu que tanto quis o futuro imediato,
hoje, ao seu lado, desejo apenas que o tempo não passe.

Verbalizando emoções...


Brinquei,
Ri, gargalhei.
Fiz poesias, me tornei prosa.
Te fiz feliz, me fiz feliz.
Chorei, magoei,
fui magoada.
Experimentei,
enjoei, reconsiderei.
E no meio de tanta confusão,
o que mais me surpreendeu,
foi de fato
Amar-te.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um ano novo começa...


A vida tem me mostrado o quanto sou um poço de nostalgia.
Vivo revivendo, relembrando, retomando, reconstruindo, reorganizando...
Enfim, são rés que não findam nunca.
Confesso que não é uma característica que sinto orgulho. Pelo contrário,
certas recordações trazem consigo dores insuportáveis, mas tenho aprendido
a valorizar os aspectos positivos de toda experiência vivida. Mesmo aquela
que me proporcionou mais lágrimas que risos.
E esse ano começou, para mim, sem grande balbúrdia.
Não fiz listinha de desejos, metas, planos ou objetivos a serem alcançados.
A verdade é que esse ano quero fazer tudo diferente dos anteriores.
Começando pela minha inquietude, impaciência, insensatez...
Me desprendi de sentimentos mortos e abri um espaço no meu
peito para novas e encantadoras emoções.
E de alguma maneira isso faz com que eu me sinta renovada.
Esse ano eu desejo apenas viver um dia de cada vez.
Esse ano eu quero apenas (Re)começar!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Crime passional!!


E mesmo em vida você vai morrendo de tantas formas
que, de repente, a vida acaba e ninguém se dá conta.
E a morte que mais me assusta é morrer dentro de alguém.
Principalmente se esse alguém ainda pulsa dentro de mim...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Pés cansados...


Ultimamente ando contando os passos, 
por/com medo de me perder
em caminhos incertos.
Se lá na frente algo me distrair ao menos 
saberei como retornar...


*Título de uma música do novo CD da Sandy, Manuscritos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Minha religião...


Todas as frases por ele proferidas recaíram sobre mim como apostolados. 
Tornei-me sua fiel seguidora. Uma verdadeira discípula.
Nada mais no mundo me importava.
Ele fez com que todas as minhas certezas caíssem ao chão. 
Nada mais me importava.
Cada beijo seu, fazia crescer em mim uma certeza de vida eterna. 
Mesmo terminando no dia seguinte, ainda assim, seria eterna. 
Nada mais me importava.
Prová-lo todas as noites, sem hora nem pressa para acabar era minha hóstia. Ele me consagrava.
Era o meu arcanjo e o meu demônio. Meu céu e meu inferno. Minha religião, embora eu fosse atéia, nele eu acreditava.
Nada me importava e se um dia havia me importado, naquele momento eu não me lembrava mais.
Pouco ou quase nada me aterrorizava saber onde seria essa vida eterna, contanto que fosse ao seu lado.
Mulheres intensas, arrebatadoras têm dessas coisas. O seu lado mais extraordinário é ao 
mesmo tempo sua pior ruína. Entregam-se sem pensar no amanhã, não temem a tal doença dos olhos.
Só querem a saúde da alma. E que lugar melhor para gozar de felicidade ampla e
imortal a não ser nos braços da pessoa amada?
Ele continua sendo minha religião. 
Não praticante, é verdade. Mas a minha, exclusivamente a minha religião.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Opostos...



Ela era prosa,

ele poesia.

Desentenderam-se.

Tudo por causa da estética.



*Confesso que ando tão apaixonada por haikais ( forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade). 

Constatação!

Deve ser o silêncio da noite que nos permite ouvir melhor nossos sentimentos, e, as vezes, ele grita.