terça-feira, 31 de agosto de 2010

Final de agosto...

Respirei fundo, me enchi de coragem e com passos firmes caminhei em sua direção.
Senti medo e recuei.
Não, não irei ferir meus sentimentos novamente por alguém que provavelmente não vale meus esforços.
Quais esforços? Amá-lo irremediavelmente?
Sendo assim, mais uma vez reprimo meus sentimentos, escondo a solidão, visto meu sorriso mais bonito, me cubro de orgulho e espalho aos quatro cantos que sou muito feliz.
Certifico-me de ter minhas emoções guardadas em um local seguro.
Recoloco o coração no bolso. 
O tempo cura tudo não é mesmo? Se não cura ao menos nos deixa com a sensação que a dor está longe, tão longe que nem dá mais pra sentir.
Sim, sou feliz mesmo que sem ele...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dissabores...




De repente acordo agitada. Tento recordar o sonho que tive.
Tudo tão assusta(dor) que mais parece um pesadelo.
Olho minha companhia deitada ao meu lado na cama,
ela me direciona um olhar de cumplicidade, parece condoer-se por mim.
Gentilmente me abraça. Seu carinho é gélido.
Afasto-me. Apesar da solidariedade percebo que não é isto que necessito.
Não quero buscar consolo nos braços da desilusão...

O que fica...

Quando eu finalmente deixar de existir
quando mais nada restar de mim
quando meu corpo sucumbido estiver
por favor, enterrem a saudade
ela é tudo que sobrou...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Náufrago...

Deixo-me submergir
nas lágrimas que derramo,
minha única esperança
é que um dia me salve...

Coração off!

Tenho me sentido cansada de tudo isso, dessa busca incessante pelo amor. De escrever, de falar e até de sentir. É tudo tão incerto, um misto de realidade e ficção. Não há caminhos seguros, planos perfeitos ou atitudes corretas. Hora nos mandam correr atrás, hora nos mandam esperar, só não nos dão a receita para aquietar o pulsante coração. Estou transbordando de impaciência. Percebo que a cada nova tentativa só faz o meu peito encher-se de expectativas pra logo depois deparar-me com a decepção. 
Tenho impressão que de alguma forma já está explícito o que tanto desejo:
Esperando um grande amor
Esperando um grande amor
Esperando um grande amor
Esperando um grande amor
Dentro de mim algo parece ter certeza de sua vinda. Pergunto-me de onde vem tanta certeza. Talvez ele já esteja a caminho. 
1 dia
1 semana
1 mês
1 ano
Não faço mais cálculos, tudo bem, ele virá. Uma voz sussurra em meu ouvido.
Acontece que em invernos rigorosos, como este, o frio toma conta até dos seus pensamentos, exigindo-lhe calor humano, suplicando um aconchego ou apenas palavras que ajudem a temperatura subir. 
Chega um determinado período em que chegamos ao nosso limite, ainda não cheguei, mas o momento é de cautela, sigo um tanto esperançosa e um bocado cética...




segunda-feira, 23 de agosto de 2010

IN definido!


Filho pergunta pro pai: Pai o que é Amar?
-Ah, Amar é pensar em alguém o dia todo.
-Mas isso não é obsessão?
-Ah, Amar é desejar alguém loucamente.
-Mas isso não é tesão?
-Ah, Amar é querer passar o resto de sua vida com alguém.
-Mas isso não é uma utopia?
-Ah, Amar  é saber dos defeitos e mesmo assim aceitar.
-Mas isso não é respeito?
-Ah, Amar é encontrar alguém que você sonhe em construir um lar e ter filhos.
-Mas isso não é pra perpetuar a espécie?
-Ah, Amar é confiar seus segredos a alguém.
-Mas isso não é amizade?
-Ah meu filho amar é isso que eu e sua mãe sentimos um pelo outro.
-Nossa pai eu jurava que fosse apenas costume.
-Quer saber meu filho? Amar é quando você sente um tesão fora do comum por alguém, pensa nisso o dia todo, é obrigado a casar pela sociedade e os filhos são o resultado final de tudo isso.
-Poxa pai você destruiu toda magia do amor...

*Amar definitivamente é um verbo indefinido, que não existe palavra no dicionário que possa dar seu significado ou reações provocadas pelo mesmo. Sabe-se apenas que são sensações boas que sentimos no corpo. Ou isso seria orgasmo?

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Na gramática e na vida!


Eu te amei e Tu me amaste, pretérito perfeito.
Eu te amo e Tu me amas, meu presente.
E no futuro? Eu te amarei. Tu me amarás?
Seria um futuro mais-que-perfeito.
Na gramática eu já sei que não é. E na vida, será?

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Nada permanece pra sempre!


O que fazer quando a mulher ainda tem sonhos de menina? Puní-la?

Ontem foi mais uma noite em que eu desejei ardentemente por você. Não pronuncio mais o seu nome, não olho suas fotos e tento não saber da sua vida, mas não preciso falar nem saber de você para tê-lo dentro de mim. 
É inevitável! 
Não quero esquecê-lo, mas gostaria muito de  pensar em você e não ter uma lágrima passeando pelo meu rosto.
Quero recordar dos instantes mágicos vividos ao seu lado e de tudo aquilo que aprendi com você, de todas conversas distraídas antes de adormecer enlaçada em seu corpo, sem sofrer, sem chorar.
Sei que você já deve ter um outro alguém para compartilhar alegrias e tristezas e por esse motivo luto contra esse sentimento que tem me deixado inerte. Infelizmente ele teimoso que só, apoderou-se de mim e não deseja me largar. Uma hora qualquer ele se cansa da solidão e vai embora sem deixar marcas da sua passagem. 
O tempo, que é o encarregado dessa função resolveu fazer manha e não quer passar. Quando eu estava ao seu lado ele era um brincalhão ansioso e passava sempre por nós como uma bala. Agora simplesmente se escondeu.
Por enquanto você permanecerá aqui dentro, seguro, aconchegado e amado. Mas pode acontecer da menina crescer e assim como num passe de mágica te esquecer ou um outro alguém aparecer e dulcificar o que neste momento amargo está...

domingo, 8 de agosto de 2010

Doce mistério...


Planos. Alguém sabe viver sem fazê-los? Eu não sei.
Tenho inúmeros planos inconfessáveis e mirabolantes dentro de mim, claro que diariamente um ou outro vai deixando de ser tão interessante e outros novos vão surgindo.
Mas devo confessar que muita coisa mudou com a sua chegada.
Eu brinquei de amar. Inventei um sentimento que acabou tornando-se real. Lutei, hesitei, mas de nada adiantou.
Hoje, apenas a citação do seu nome causa-me sensações estranhas e impossíveis de descrever.
Aprendi a amar-te com paciência, como quem espera silenciosamente um grande amor que fará uma verdadeira revolução em minha vida.
Amo-te com candura, como o mais puro e inocente dos sentimentos.
Amo-te com volúpia, na expectativa de ter todos os desejos saciados.
Amo-te sem pudor com toda voracidade do meu ser.
Amo-te sem por que, nem pra quê.
É apenas mais um enigma da vida. E não sou eu quem vai tentar desvendar o mistério de amar,
afinal a delícia está exatamente nisto.




Constatação!

Deve ser o silêncio da noite que nos permite ouvir melhor nossos sentimentos, e, as vezes, ele grita.