terça-feira, 11 de maio de 2010

Silêncio cortante...


Não posso falar tudo que me vem à mente. Na realidade ninguém pode. Sendo assim eu escrevo. É uma forma de esvaziar um pouco esse turbilhão de coisas que penso.
Tenho um desejo imenso de numa noite qualquer quando a sanidade me abandonar, pegar o telefone e discar o número de sua casa e quando você atender começar a te falar um monte de coisas que guardo aqui. Não sei o que te dizer. Na verdade sei sim o que dizer. Mas falar pra quê? Será que você iria gostar?
Falar que te amo mais que esse sol que me aquece?
Que morreria se um dia você não mais existisse?
Que esperaria a vida toda pra tê-lo em meus braços?
Que cada dia que fico sem ouvir sua voz é como um dia não vivido?
Que adoro sua boca, seu sorriso e a cara que faz quando vê TV?
Que amo sua salada de alface?
Que seus olhos grandes e amendoados são os mais lindos do universo?
Que mesmo não gostando de macarrão, passaria o resto da minha vida comendo a macarronada que você faz?
Não posso falar! Não me atrevo a falar.
Engulo as palavras novamente e minha voz fica rouca.
Consequência das palavras engolidas e ainda não digeridas...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Queria te decifrar, queria me decifrar...


Quando a ausência torna a presença ainda mais constante é um caso a ser pensado cuidadosamente. De imediato eu não achei que fosse além, mas devo admitir que sinto sua falta mais do que eu gostaria e muito mais que poderia supor.
Como que sentimento deixa a gente tão sem noção?
Beijos, abraços, carinhos, brincadeiras, libido...Eu e você, uma síntese de intensidade e serenidade sem explicação.
Se alguém me perguntar o porque dessa vontade com toda certeza eu não saberia o que dizer.
Só sei que é dele que gosto. É em busca dele que meu pensamento vai antes de dormir e ao acordar. Minha boca só deseja a boca dele...
Mas eu nunca necessitei de uma razão para gostar de alguém, ninguém nunca precisou, você só precisa sentir e apenas isso basta.
Borboletas no estômago. Como essa sensação é boa. Foi assim que me senti ao te ver vindo em minha direção.
Mas a essa hora eu só preciso dormir para te esquecer ou te esquecer para dormir.
E esse não é mais um post sobre amor, o que sinto é só saudade...

Nascida para o amor!

Tenho a nítida impressão que ela gostava mesmo era de colecionar amores platônicos. Sentia-se bem em viver situações mal resolvidas e lá no fundo sentia que só assim era feliz.
Um tipo raro de pessoa nascida essencialmente para a jogatina. Não possuía sorte! Saía das apostas totalmente falida, sem nada, apenas com a roupa do corpo.
Apanhou repetidas vezes nas vielas da vida. Curava as cicatrizes e logo retornava para mais uma vez ter seu corpo dilacerado pelos açoites...
Acreditava que no amor e na guerra valia tudo e que sofrer por não amar era muito pior que ter o corpo totalmente marcado pelas punições do amor.
Um dia surgiria um homem bom em seu caminho e lhe daria remédios para as feridas e não deixaria que nada de ruim acontecesse novamente. Ansiosamente o esperava.
Causava inveja em algumas pessoas por ser tão corajosa e por não temer cair nas ciladas da vida. E ela seguiu amando, chorando, cantando, remoendo e vivendo...
Uma parcela de gerúndios não poderiam definir o coração dessa mulher.

quinta-feira, 6 de maio de 2010


Duvidei inúmeras vezes da sua existência.
Um belo dia ele bateu na minha porta. Entrou e lá ficou.
Não é um hóspede bonzinho. Grita, esperneia e até me machuca.
Não quero que me deixe! Com ele nunca estou só...
É o amor que veio e pra ficar!

Desatados...


Eu e você! Distantes, separados, como o sol e a lua. Por isso existe o eclipse. Sonho com você junto comigo na mesma frase formando nós, sim exatamente isso, enlaçados tal qual um nó de marinheiro.
Guardei um sentimento tão belo e tão natural. Algumas coisas fui obrigada a esquecer, seria impossível conviver com certas recordações a me rondar. Sua digitais ficaram em mim, essas foram preservadas por vontade e não ouso retirá-las...
E você? Será que volta?
Não sei! O grito ficou abafado na garganta e o desejo de viver tudo que não foi vivido ainda existe. Parece que estamos em um labirinto e quanto mais procuro a saída mas me afasto de ti.
Será que está escrevendo poesias e tentando encontrar um novo amor como inspiração?
Será que essa saudade foi um meio amargo para justificar um fim doce?
Ainda me resta alguma esperança.

Viajo porque preciso, volto porque te amo...


Foi como se o retorno à casa fosse um meio encontrado para sobreviver. Em meio a tantas feridas provocadas por acidentes que só poderiam ser curadas em seu lar. Sendo assim ela retorna e tenta renovar as forças que outrora haviam se perdido.
Sentia frio, medo e dores extremas, mas logo ao ver sua casa tudo isso foi se curando. Ela sabia que ali não era mais o seu lugar, mas era onde encontrava um porto seguro, onde poderia curar as mazelas dessa vida nada mole.
Fugiu. Não deixou nenhum bilhete dando explicações, não queria ser encontrada mas queria que sentissem sua falta. Não ligou para nenhum dos seus amigos, mas gostaria que eles ligassem pra ela. Não enviou nenhuma carta de amor, mas escreveu inúmeras...
Descobriu desde cedo que as dores da vida ensinavam a viver, mas não aceitou esse fato.
Agora as forças haviam sido recuperadas. Estava preparando-se pro voo. Sabia que não seria nada fácil. Nunca será! Mas dessa vez estava com a carga cheia e novamente iria à luta.
Uma lagarta morria e entrava em cena uma linda borboleta para ser a estrela da vez...

segunda-feira, 3 de maio de 2010


Ganhei outro selo da queridíssima Amanda Cabral do Blog "Ver além da máscara".
Fiquei contentíssima, afinal, é sempre bom receber essa demonstração de carinho...
As regras consistem em:
•Falar dois defeitos e duas qualidades suas:
•Indicar esse selo para 6 blogs.

Falar de defeito nem sempre é uma coisa bacana mas vejamos:
Defeitos: Emotiva e exagerada
Qualidades: Fiel e sincera

Meus 6 blogs favoritos:

A luz aflora onde nenhum sol brilha
Pedaços de nuvem
Devaneios do meu Ser
Eu só queria um café...
Confissões ácidas
Manuscritos poéticos

Constatação!

Deve ser o silêncio da noite que nos permite ouvir melhor nossos sentimentos, e, as vezes, ele grita.